Brunella França: Desembarcar do navio pelo qual se navega em A longa história é sair de uma viagem prazerosa no oceano da literatura de Reinaldo Santos Neves. Confesso que teria lido o livro em menos tempo, mas não o quis, porque não queria que chegasse ao fim. Mas não podia também exigir ritmo mais lento de leitura se quando não estava em minhas mãos a história, perdia-me pensando 'o que estará fazendo agora de Grim de Grimsby?'. Ou então, 'como estará agora Lollia?', por quem me apaixonei irremediavelmente. E apenas a Fábula sabia me responder. Sendo assim, foi preciso navegar até à última página, mesmo desejando que depois dela viessem outras mais. Talvez até mesmo o pergaminho da outra Longa História, a de Posthumus de Broz. Terminada a viagem, pude compreender então o sentido das palavras que ouvi de alguém a respeito do livro: "momumental". Não pelo número de páginas e sim pelo conteúdo delas.





